segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Jorge Mautner e Validuaté no Festluso 2010

Jorge Mautner surpreende e canta com Validuaté no Festival Lusófono

Ele cantou a música “Super bonder” da banda piauiense que homenageia o artista


O cantor e poeta Jorge Mautner, 69 anos, surpreendeu o público teresinense ao subir ao palco, antes do show, e cantar junto com a banda Validuaté no encerramento do Festival de Teatro Lusófono. Ele cantou a música “Super bonder” da banda piauiense que homenageia o artista com a letra “Ei mãe, quando eu crescer eu quero ser o Jorge Mautner”.

Com a letra da música na mão, Mautner acompanhou a banda e leu trechos acompanhado de Thiago e José Quaresma. Quando encerrou, ele disse: “Que bom retornar o Piauí após 10 anos. Esse Piauí da Serra da Capivara, de Sete Cidades, de Torquato Neto e agora desse maravilhoso grupo Harém”.

Após o show, Mautner disse que ficou emocionado com a homenagem e brincou: “Quando eu crescer quero ser o Jorge Mautner e a mãe deles vão dizer: o que é isso?”, disse rindo. “Essa garotada é genial. Eles são ótimos, excelentes” disse o cantor.


No show, Mautner cantou repertório desde o “Kaos ao revirão” com seu violino e ficou no Espaço Cultural Trilhos conversando com o público.

Filme

A vida de Jorge Mautner vai virar filme produzido pelo jornalista e apresentador Pedro Bial. O nome será “O filho do Holocausto”, baseado na autobiografia homônima do músico, e tem previsão de ser lançado em março de 2011.

“O filme se baseia em minhas memórias. Fala de shows e entrevistas. Está o máximo e Pedro Bial fez um trabalho extraordinário”, disse Mautner. O longa terá participação de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Terá músicas como o “Vampiro” (Caetano Veloso), “Maracatu atômico” (Gilberto Gil e Chico Science & Nação Zumbi), Cinco Bombas atômicas, Os Pais, Relógio quebrado.

Serra da Capivara

Mautner destacou os estudos feitos no Parque Nacional da Serra da Capivara para comprovar as origens do homem americano.


“O Piauí é uma imensidão como o coração dos piauienses. Há 10 anos fiz show aqui e de lá pra cá Teresina explodiu e a garotada está com tudo. O maior mistério está aqui. O Brasil metade é a Amazônia e a outra metade são os Cerrados. Já foi comprovado pela Academia de Ciências Mundial que o ser humano, nós, nascemos na Serra da Capivara”, disse.


Novo Trabalho

O novo CD do músico terá a participação do maracatu Estrela de Ouro Aliança, de Nazaré da Mata (PE). Mautner disse que o trabalho tem o apoio do Pontão de Cultura de Nazaré da Mata com o mestre Duda.

“Ficou um trabalho lindo. Foi gravado ao vivo, ao ar livre e tivemos o máximo de cuidado na mixagem para ter um som autêntico e o mais contemporâneo e moderno maracatu”, disse.



-> Todas as fotografias por Yala Sena - no cidadeverde.com

obrigados, querida Yala, por ter escrito sobre um acontecimento tão enternecidamente emocionante pra todos nós da Validuaté!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Entrevista com Validuaté!

"Há algum tempo atrás eu apresentei a banda Validuaté aqui no blog (Varal Fult). Era um tempo de euforia pela descoberta. Apresentei a banda pra muita gente, fico feliz que muitos tenham gostado e cantado a plenos pulmões Eu Só Quero Acabar Com Você (risos). Tempos depois, volto a falar da banda para anunciar que finalmente, com todo mérito da Diana por ter conseguido, entrevistamos os caras da Validuaté. O resultado é extenso, mas vale a pena saber um pouco mais da banda, das influências e do som feito por eles. Feita por mim e pela Diana, o resultado está logo abaixo. Agradecemos desde já a eles pela disposição e gentileza. Bora lá! " Darlan

Para ler a entrevista, visite o Varal Fult
http://varalfult.blogspot.com/

sábado, 13 de novembro de 2010

Atualizando: SHOW DO JORGE MAUTNER CONFIRMADO!!!





Apesar de tudo o que aconteceu recentemente com o Festluso, ainda poderemos contar com a apresentação do grande Jorge Mautner na programação do festival. E teremos uma novidade boa depois de sua visita ao Piauí. Grandes abraços!




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Show do Jorge Mautner cancelado (molin, molin)

Nota oficial da Coordenação Geral do FestLuso

O FestLuso, Festival de Teatro Lusófono, nasceu em 2008 depois de mais de 10 anos sendo gestado. A proposta é provocar um intercâmbio continuado entre os 8 palcos lusófonos: Brasil, Angola, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné Bissau e a recém acolhida região da Espanha, Galícia.

Quando a idéia foi lançada, veio a pergunta: por que algo tão grande em uma cidade deslocada do eixo Rio-São Paulo? Simples. Para deslocar o eixo. E muitos tiveram de engolir a seco os ácidos comentários de que tal iniciativa não daria certo quando, em agosto daquele ano, Teresina se tornava palco mundial da lusofonia. A primeira edição contou com 120 convidados de 7 países falantes da Língua Portguesa. Uma vasta programação polarizada em três teatros: 4 de Setembro, João Paulo II e Estação, além de mostra de rua, oficinas, debates e shows.

No ano seguinte, repetia-se o sucesso e o Piauí conseguia firmar lugar na comunidade lusófona com uma grandiosa segunda edição, a mesma que recebeu a atriz Regina Duarte e lançou o livro “O Morto, Os Vivos e o Peixe-Frito”, do escritor angolano e vencedor do prêmio Jabuti Ondjaki.
O terceiro ano tinha tudo para ser ainda maior: o FestLuso teria a oportunidade de sediar o 2º Encontro Internacional Sobre Políticas de Intercâmbio em parceria com a entidade portuguesa Cena Lusófona. Com a data alterada por conta do período eleitoral, o festival foi agendado para novembro, de 15 a 21.

Porém, a noite desta quinta-feira (11) a quatro dias da abertura do evento, uma notícia desestabilizou a equipe do festival. O governo do Estado do Piauí negou qualquer apoio financeiro para a realização do tal. Diante das argumentações dos coordenadores, o governador reeleito Wilson Martins alegou falta de recursos e disse: “Cancelem o festival”.

Sem a participação do Estado, o FestLuso vê-se obrigado a cancelar 60% de sua programação, incluindo espetáculos locais, nacionais, mostra de teatro de rua e shows, nessa conta uma das atrações mais esperadas desta edição, o músico Jorge Mautner.

A burocracia também impediu que uma emenda proposta pelo deputado federal Osmar Júnior (PCdoB) para o festival fosse conveniada a tempo no Ministério da Cultura. Resultado: menos recursos.

Contando apenas com o patrocínio da Oi e da Funarte, o FestLuso receberá os grupos internacionais e manterá o Encontro Internacional. A coordenação lamenta que tenha que abrir mão da grandiosidade de seu festival por conta da desconsideração do governo. Ainda que a cultura seja muitas vezes minimizada em detrimento de “causas maiores”, esses operários insistem que não querem só comida. Eles querem comida, diversão e arte.

Fonte:
http://festluso.blogspot.com

quinta-feira, 22 de julho de 2010

fabulário geral do delírio cotidiano 1


Kayo, 7 anos. O menino traquino aí de cima se chama Kayo Arruda. Um dia, ele estava em casa, comigo. Eu lia uma matéria na Folha de São Paulo sobre o poeta Dante Alighieri. Uns cientistas haviam reconstituído, a partir dos restos mortais do autor, o que mais se aproximaria do seu rosto verdadeiro:



Eu via seus traços e lembrava do que é ser um poeta. Dante não diz "um lugar escuro"; Dante diz "lá, onde o sol cala". Dante não diria saber de muitas coisas; Dante diria "mais do que saber, alegra-me duvidar". Assim, vi mais graça no mundo... Até que o traquino Kayo apareceu, olhou para o jornal e disse: - Olha, Thiago, é o Chaves! ...neste momento, eu pensei: - É... Dante não sabe o que é Divina Comédia.

e daqui a pouco... Validuaté!



deixa eu explicar: várias pessoas estão perguntando a agenda da Validuaté... e digo que, por essas semanas, não nos apresentaremos. Nada grave. É simples: nossos trabalhos individuais estão tomando um tempo muito grande - e com choques de horários. Todo mundo sabe que, em Teresina, é dificílimo se sustentar com música autoral - o próprio Tom Cruise diz ser Missão Impossível. Então todos se desdobram em outras profissões. Sem contar que a vida anda e, há poucos dias, nasceu o filho do nosso querido guitarrista Vazin... Vivas ao pequeno Elias! E nosso mais garrido baterista John Well ainda se recupera de um acidente. Enquanto isso, o camarada Max nos dá uma baita força! Tudo vai ser arrumado logo logo. Estas mal-traçadas linhas são apenas pra pedir um pouco de paciência... Logo logo voltaremos às apresentações regulares e estamos preparando novidades. Validuaté e um novo show novo: acontecerá daqui a pouco. Aguarde. Obrigadón do fundo e da superfície de mi coraçón.

7° encontro poético da Academia Onírica



é pertim da praça do Fripisa:
no cruzamento da Eliseu Martins c/ Anísio de Abreu.

p/ maiores detalhes
visite o blog da Academia Onírica

http://www.poesiatarjapreta.blogspot.com/

apareça e leve seu texto!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

educação e cultura como você nunca viu


EXTRA! durante esse dias, escreverei sobre crianças e aprendizado: essas experiências de interação com toda essa cultura que nos rodeia e nos constrói.

é quando a realidade parece ficção...

O Bukowski já leu e disse - Seria bom tu colocar o nome de Fabulário Geral do Delírio Cotidiano. - Tá certo, bicho.

E na a 1º edição:
"MENINO DE 7 ANOS VÊ DANTE ALIGHIERI"

amanhã - na banca Validuaté.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Entrevista com o poeta Nicolas Behr



Na manhã do dia 3 de junho, o poeta Nicolas Behr participou do 8º Salão do Livro do Piauí – Salipi – com a palestra “A poesia é necessária?”. Em um papo livre e interativo, o poeta distribuiu poemas, vendeu livros, falou um pouco sobre sua vida e a poesia que o instiga. Porém, antes da sua fala no Theatro 4 de Setembro, tive a oportunidade de lhe entrevistar durante os 20 minutos que faltavam. Agradeço aos professores Feliciano Bezerra (Fifi) e à Jasmine Malta por terem me ajudado a encontrar o poeta. Resolvi mirar minhas perguntas em torno do seu controverso livro Umbigo, pois, nele, Behr dialoga com a literatura brasileira, cita muitos autores, critica, se exibe, copia, elogia, parafraseia e, sobretudo, provoca o leitor nas suas mais de 80 páginas.

Thiago E






Nicolas Behr – [manuseando o livro Umbigo] Esse aqui é o meu pior e o meu melhor livro... Ele tem uma coisa engraçada. Eu vou à Faculdade e falo Caraca! ...como que ainda choca o “cofrinho”.

Fifi – Jura, cara?!

Nicolas Behr – É. Em pleno 2010 ainda tem isso. Nós estamos em 2010, gente! É um “cofrinho”... Esse livro eu fiz em uma semana.

Thiago E – Eu o comprei em Brasília.

Nicolas Behr – Cê andou lá?

Thiago E – Minha banda, a Validuaté, foi tocar lá e...

Nicolas Behr – “Vaedouté”?

Thiago E – Va-li-du-a-té: vem daquelas expressões de rótulo “válido-até janeiro de não sei de quê...”

Nicolas Behr – Ah! Validuaté. Entendi.

Thiago E – É. A gente juntou e escreveu como se fala: com “i” e com “u”. Numa palavra só. Fomos fazer um show pra divulgar a banda.

Nicolas Behr – Foi no Nação Piauí?

Thiago E – Nação Piauí, exatamente!

Nicolas Behr – Eu sempre vou lá na Nação Piauí, mas não sei onde eu tava... No CONIC, né?

Thiago E – Tocamos em alguns lugares: naquele prédio Brasil21 e em um bar que eu nem sei onde é chamado Rayuela.

Nicolas Behr – Rayuela, 412, Sul.

Thiago E – Pois pronto. Foi lá que tinha o livro. Era um show só pra divulgação. A gente ía ganhar quase nada. Eu acabei ganhando acho que R$ 30,00... cada músico. Aí eu comprei teu livro (risos)... mais outro do Ferreira Gullar. Porque eu tinha lido no Peregrino do Estranho que tu tinha dito: “o Umbigo é o meu melhor livro”. Rapaz, pois tenho que ler.

Nicolas Behr – O melhor e o pior, né?

Thiago E – Eu li até marcando os versos mais...

Nicolas Behr – Ah, não! Esse aqui não tem autógrafo ainda não. Tem que ter autógrafo.

Thiago E – É, esse aqui ainda não tem autógrafo.

Nicolas Behr – É “thiago” com “th”?

Thiago E – É. Aí eu fui lendo, me diverti à beça.

Nicolas Behr – Esse livro eu fiz em uma semana, cara. Eu fiquei doido quando terminei. Eu não queria terminar. Eu ía fazer até o volume 2, mas aí ía ficar besta. O único livro que eu escrevi num fluxo... porque é muito difícil aparecer esse momento. Vendo televisão, no banheiro, no banco, vendo televisão com meu filho – jogo de futebol, sei lá, qualquer coisa...

Thiago E – Visitei teu site pouco tempo depois que eu tinha comprado o livro e tu já tinha acrescentado alguns versos “minha poesia pode ser Antônio, pode ser Fagundes, pode ser Arnaldo, pode ser Antunes” (risos).

Nicolas Behr – Eu mostrei pro Arnaldo... Mostrei isso pra ele uma vez...

Thiago E – Ele disse o quê?

Nicolas Behr – Ele achou legal. Foi numa peça em Brasília. Eu gosto dele. O Antunes é gente boa... É “thiago” com “th”?

Thiago E – Hum rum.

Nicolas Behr – Você quer publicar isso onde?

Thiago E – Eu faço parte de um grupo de poesia e temos um blog chamado Poesia Tarja Preta. Queria ver se tu pode me dar uma palavrinha pra pôr no blog.

Nicolas Behr – Vamo lá!

Thiago E – Quando tu começou a escrever? A poesia chegou ou tu foi até ela?

Nicolas Behr – Quando eu era criança, na escola eu via certas coisas, entre aspas, “erradas”. Falava pra professora “ih, professora, tá errado aqui”. E a professora falava assim “olha, isso é licença poética”. Aí eu falava “é, mesmo? eu vi isso aqui e não tá certo”!!! Ela falava “é licença poética”. Eu acho que isso que me levou, dez anos depois, oito anos depois – a escrever poesia... em Brasília... porque isso foi em Cuiabá. Em Brasília eu comecei a escrever porque Brasília é uma cidade muito estranha, né? Uma cidade diferente. Então a minha resposta pro impacto que Brasília me causou foi a poesia. Eu tentei ser guitarrista de rock’n roll, mas não sei tocar guitarra. Todo jovem quer ser pop star, né? Isso com 15 ou 16 anos. Aí eu comecei a escrever. Eu já lia bastante poesia.

Thiago E – Lia o quê?

Nicolas Behr – Ah! Eu lia tudo. Lia muito Drummond, 26 Poetas Hoje, Leminski, Chacal... depois fui conhecendo mais... Lia muito Pessoa, gostava muito de João Cabral.

Thiago E – Que ano era esse?

Nicolas Behr – 76. 75 a 76. Aí, em 77, eu lancei meu primeiro livrinho mimeografado Iogurte com Farinha. Viajei com esse livro, vim aqui ao Piauí em abril de 78, eu tinha 19 anos. Eu lembro bem. Passei aqui uma semana vendendo o livrinho em bar, dando entrevista, indo em colégio. Vendia a 1 real, 2 reais. Hoje ele não valeria mais que 3 reais, um livrinho desse. Era bem baratinho. E era bom. Fomos a Timon, tomamos banho pelado no Parnaíba... Rubervam Du Nascimento... essa turma. Era uma coisa revolucionária, na época. Era novidade o poeta vender livro, o poeta se apresentar. A turma da geração mimeógrafo trabalhou muito na coisa da desmistificação, o poeta como um ser superior, ou um ser distante, de outro planeta, um ser intocável. Esse academicismo que ainda temos bem forte. Mas o próprio poeta às vezes contribui pra isso. Auto-mistificação, sabe? Então, eu gosto muito de quebrar essa coisa porque isso distancia as pessoas do poeta, da poesia.

Thiago E – Behr, o que geralmente falam a teu respeito que te deixa chateado?

Nicolas Behr – Ah! Que eu sou um poeta sem rigor, que eu sou um cara esculhambado. Não, cara!

Thiago E – E onde tá o teu rigor?

Nicolas Behr – O rigor tá no não-rigor. Pra chegar no não-rigor, rapaz, é um rigor muito grande. As pessoas confundem o simples com o superficial. O simples é muito difícil. É mais fácil complicar. Mas eu entendo que as pessoas passando a primeira vista assim, né? Porque a poesia tá muito ligada ao hermético. E não! Eu acho que o grande poeta é simples, com profundidade, e eu tento trabalhar muito o humor. O humor é o espalhante-adesivo, é o que faz o poema aderir na pessoa e já cola. A cola do poema é o humor, a ironia, facilita o pregar na memória.

Thiago E – Por isso eu tava te falando: quando eu li o Umbigo eu não queria parar por causa disso. Por exemplo, tu dizia “minha poesia – os jasmins da palavra jamais. Ei, mas isso é de Murilo Mendes... Ah! então é minha poesia também” (risos).

Nicolas Behr – Esse livro é uma reciclagem.

Thiago E – Tinha uma hora também que tu dizia “minha poesia suporta o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança”.
Nicolas Behr – hã rã!

Thiago E – Eu: “caralho, que verso bonito”! Em seguida tinha “minha poesia queria tanto ter escrito a linha aí de cima, mas foi Drummond que escreveu” (risos).

Nicolas Behr – É. Ali tem um diálogo, tem uma conversa. Esse livro é interessante porque ele testa os limites do narcisismo e muita gente não entende isso.

Thiago E – Te acham até pedante...

Nicolas Behr – É verdade. Mas eu falo “minha poesia é pedante, mas você continua lendo... porra!” (risos). Eu não vou reescrever, se não vai ter o volume 2... Uma coisa que é uma limonada forte acaba virando uma coisa aguada... É um livro que eu gostei de escrever porque fiquei imaginando: se um Drummond, um Manuel Bandeira tivesse a liberdade de escrever um desse, o que não sairia? O que seria um Drummond e um Bandeira escrever um livro como o Umbigo “minha poesia...” Encher 80 páginas e se dar a liberdade de se permitir brincar com o narcisismo, brincar com o leitor, brincar consigo mesmo, sacanear com esse negócio de “minha poesia é de primeira linha...”, “minha poesia não é de segunda”, “às vezes, minha poesia é terceira categoria”. Auto-esculhambação é uma coisa da nossa geração. Auto-esculhambação é uma coisa muito nossa. Não é auto-flagelação!

Thiago E – É quando você ri de si.

Nicolas Behr – Isso aí já impede de muita porrada, também. É um muro que você coloca. É um escudo. O cara vai te bater... “peraí, eu já me bati”!

Thiago E – Ainda no Umbigo: “minha poesia escala o time: Drummond e Bandeira contra Rimbaud e Ezra Pound. Vai ser moleza”. Isso é uma rejeição ao Rimbaud, ao Pound?

Nicolas Behr – Os brasileiros às vezes não são tão valorizados. Rimbaud é o poeta dos poetas, tá lá no Olimpo, né? Mas eu gosto mais do Drummond! O Drummond é mais porrada! Eu acho... muito mais. O mal-estar que o Drummond me causa, o Rimbaud não me causa. É o grande poeta das imagens pápápá. É uma unanimidade. Falar mal do Rimbaud é uma coisa... Ninguém chegou tão longe nas imagens... que ele criou. Tudo bem. Mas eu gosto mais dessa coisa pé no chão. O Drummond é aquela coisa mais agreste. A poesia do Drummond te machuca mais. A do Rimbaud não. A do Drummond é mais ferina, te corta, arranca pedaço. O Rimbaud não arranca pedaço... Mas é provocação. É tudo provocação.

Thiago E – Pois é. Eu pensei: o Ezra Pound foi um dos poetas que apareceram pelos irmãos Campos e tal, e no Umbigo tem “minha poesia até hoje espera um elogio dos irmãos campos... sentada”.

Nicolas Behr – É pura provocação. O concretismo fez coisas boas. Cada poeta, cada movimento que chega tem uma proposta. E os outros que chegam aproveitam o que tem. Os concretistas foram caros em muita coisa que não havia antes: o espaço branco na página! Um elemento novo. A gente viu o espaço em branco da página e “Opa!”.

Thiago E – O branco sendo silêncio também...

Nicolas Behr – É... uma coisa que ninguém tinha sacado. O Manoel de Barros chega e põe o inútil, a inutilidade das coisas. E o João Cabral aquela coisa do agreste... Aí a poesia mais nova retomando o Oswald, mamou no Oswald. É sempre um retomar porque a tradição é feita de rejeições. A tradição é alimentada pela tentativa de quebrar a tradição. Eu vejo isso bem. Só que eu não vou virar aquilo que sempre condenei. Eu, hoje, já tenho tese, mestrado, sou chamado aqui e sou quase um veterano, a gurizada me chama de tio (risos)... Aquela coisa do beletrismo, academicismo, né? Você acaba virando uma referência, assim. Mas isso aí é tranqüilo trabalhar.




“um dia, fui numa escola falar pra gurizada sobre poesia e um aluno disse assim: ‘Professora, isso aí não é poesia não... Eu entendi tudo!”




Thiago E – Behr, como tu recebe essas críticas que os poetas da geração 70 não leram muito, não lêem... como tu vê isso?

Nicolas Behr – Poeta não gosta muito de ler, poeta quer mais é escrever. Mas eu acho que é bom ler! O pessoal me perguntou uma vez “como poeta, qual o conselho que você daria”? Eu falei assim “Ler, ler, ler. Escrever, escrever, escrever. Rasgar, rasgar, rasgar”. Aí eu fui num colégio e falei isso “Ler, ler, ler. Escrever, escrever, escrever. Rasgar, rasgar, rasgar”. Aí o menininho falou assim “Não tio. É deletar, deletar, deletar” (risos). A gente usou uma coisa interessante que foi a influência não literária, sabe? Uma influência que foi da leitura, obviamente, mas também do vídeo game, do vídeo clipe, do rock, da MPB, das letras. Teve várias influências ou confluências, como diria o Mário Quintana, fora do ambiente literário. Eu acho que leu, mas o tempo não pára, é uma outra geração. Leu assim: sei quem foi Camões e Os Lusíadas. Se você me perguntar se eu li tudo, não li. Já li o começo, já folheei e tal... sei do que se trata. Dizem que você só pode romper com a tradição conhecendo a tradição. Mas hoje a velocidade da informação é tão grande que não dá pra conhecer ela toda. Dá pra ter uma idéia. O tempo é muito rápido, cada vez mais rápido. Agora com internet então a coisa tá com uma velocidade estonteante. Eu sempre falo nos colégio “gente, vai ao Orkut, na comunidade do Fernando Pessoa...”.

Thiago E – Aí já dá uma luz nova.
Nicolas Behr – É, a linguagem é essa: “vai no Orkut... começa pelo Orkut... mas você não vai ficar só no Orkut, não!” É um começo, né?

Thiago E – É mesmo. Eu sou professor de língua portuguesa, redação, literatura... e sempre que vou dar um exemplo eu também levo pra esse mundo deles “no MSN a gente escreve desse jeito. Isso aqui vem disso... ôba!” Quando eu falo MSN, a turma já fica em silêncio.
Nicolas Behr – A turma “Professor... tem Orkut”! Bacana.

Thiago E – Te perguntei sobre “a crítica de não ter lido muito” porque o Leminski tem um poema em que ele já responde isso.

[telefone toca] Nicolas Behr – Oi, oi! ... bom dia. ...Ôba, tudo bom, minha amiga... não... mas pode falar. to longe. to no Piauí, pode falar........... hum......... hã rã....... você tá pela pista....... você sabe onde é aquele ferro velho barbosa, lá em cima..... sabe? depois do São Cristóvão... é melhor você ir lá. Depois do ferro velho Barbosa tem uma pista que desce... chega lá em baixo tem o quê? ........... vai reto. é uma pista larga. Na hora que chegar lá embaixo, vire à direita, segunda chácara. Tá bom? é fácil. tá bom. Valeu. Beijo. Tchau.

Nicolas Behr – Então o Leminski responde com um poema...

Thiago E – Ele diz “poeta marginal / é quem escreve na entre linha / sem nunca saber direito / quem veio primeiro / o ovo ou a galinha”.

Nicolas Behr – É.

Thiago E – Tu também fala “minha poesia é a poesia experimental de um poeta não-experimental”. E quem fala sobre isso é o Piva, quando ele diz “eu só acredito em poeta experimental que tenha vida experimental”.

Nicolas Behr – Tem umas coisas aí que são uns conflitos. Por exemplo, o Torquato diz que “um poeta não se faz com versos”. Isso foi muito marcante pra gente. A gente colocou dentro do poema uma coisa que não vai permanecer: a atitude do poeta. Mas isso não vai permanecer porque, daqui a cem anos, vai ficar o que tá escrito. Meu lema é “vale o que tá escrito”. O Piva tem lá a vida experimental dele e tal, mas o que vai ficar não é a vida experimental do Piva, é o texto escrito, sabe? Isso aí é mais outra provocação.

Thiago E – Eu te perguntaria mais coisas, mas tu já vai falar. Me diz: o século XXII te dará razão?

Nicolas Behr – Olha, nós somos todos póstumos. É um consolo. Nosso consolo é esse. A gente vive nessa ilusão e essa ilusão faz a gente viver: nós somos todos póstumos e a melhor coisa que pode acontecer com o poeta é morrer. Poeta bom é poeta morto. Então: republicado, antologia, nome de rua, nome de escola. Essa ilusão alivia e consola. Ela é um combustível. A pessoa viver é ir ali na esquina e voltar. Tudo pra gente é mais difícil. A poesia dá uma leveza, é uma bengala psíquica pra seguir em frente, tocar sua vida, mas essa ilusão é importante. Na verdade não é uma ilusão, é uma fantasia. Fantasia de que a gente vai ter reconhecimento futuro, de não sei o quê. Mesmo que não tenha. Mas a gente alimenta tudo. Essa ilusão é boa. Eu acho que ela faz parte. Tem um poema meu sobre a vida em 2070: “estaremos todos mortos / estaremos todos errados”.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

6° encontro poético da A.O. - noite HILDA HILST



Academia Onírica -> poemas

Sonoridades -> Fagão, Fábio Espiga, Madão

Exposições -> Thalita Ciana (fotografias) + Vítor Sampaio + Jardel Castro (artes plástica)

Vídeo -> quem tem medo de arte contemporânea

Onde/quando -> Canteiro de Obras
rua Elizeu Martins
com Anísio de Abreu,

dia 24/06 às 20h

Entrada = $ 2 reais
(grátis o lote 6 do zine academia onírica)

terça-feira, 25 de maio de 2010

5º enc. poético – noite Rubervam Du Nascimento


academia onírica + rubervam + cine rex brasil


poeta Rubervam Du Nascimento
----> fotografias Kátia Barbosa

A noite do 5º encontro poético será ocupada pela presença e performances do poeta Rubervam du Nascimento, que na ocasião pré-lançará seu novo livro Os Cavalos de Dom Ruffato. A noite vai contar com as bases sonoras da banda Cine Rex Brasil, com uma exposição fotográfica de Dogno Içaiano e com a exibição do documentário Quem tem Medo de Arte Contemporânea. No decorrer da noite, também será lançado o livro Fanzine: Autoria, Subjetividade e Invenção de Si, obra coletiva organizada pela professora Cellina Muniz e composta por 7 artigos de pesquisadores de vários lugares do país, que tomam os fanzines como foco de discussão e reflexão.

Os Oníricos lembram que a participação é livre, então leve e fale seu poema!!!

Quando: Quinta agora, 27 de maio, às 20h.
Onde: orbital cultural canteiro de obras
vulgo: Quintal do Kilito(Anísio de Abreu com Eliseu Martins)

Entrada: $ 2 reais – grátis o zine Academia Onírica nº 5

maiores informações no blog do grupo Academia Onírica
http://www.poesiatarjapreta.blogspot.com/

as mães de antigamente




Coisas que nossas mães diziam e faziam... Forma - hoje condenada pelos educadores e psicólogos - que funcionou com a gente. E por isso não saímos seqüestrando a namorada, nem matando os outros por aí.

Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO...
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!"

Minha mãe me ensinou a RETIDÃO.
"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PORRADA!!!"

Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS..
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!"

Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA..-.
"PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?"

Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!"

Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...
"FECHA A BOCA E COME!"

Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
"ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!"

Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA....
"CALMA!... NÃO SE PREOCUPE... QUANDO CHEGARMOS EM CASA, AÍ SIM, VOCÊ VAI VER SÓ..."

Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
"OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!"

Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
"SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E AÍ EU VOU TE DAR UMA SURRA!"

Minha Mãe me ensinou MEDICINA...
"PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE."

Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
"SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!"

Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA...
"VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!"

Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
"TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA, É?"

Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE....
"QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER."

Minha mãe me ensinou RELIGIÃO....
"É MELHOR VOCÊ REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!"

Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...
"SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!"

Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO...
"OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!"

Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO..-.
"VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!"

Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOQUO...
"NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?"

Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...
"EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!"

Minha mãe me ensinou a ESCUTAR...
"SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!"

Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS..
"SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!..."

Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
"JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!"

Minha mãe me ensinou os NÚMEROS....
"VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!"

Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA...
"UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO ELES FAÇAM PRA VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!"

brigadão, Mãe!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

John Well, nosso baterista amigo e irmão


Na última sexta, dia 7, nosso queridíssimo baterista John Well sofreu um acidente de trânsito, ficando com graves lesões na perna e no braço, o que o impossibilitará de estar nos palcos conosco por longos meses, talvez um ano. Ficamos muito assutados com tudo e tristes com a impossibilidade de tê-lo trabalhando conosco nesse momento tão importante para a banda, quando começávamos a reorganizar a nossa vida. Mas ao mesmo tempo ficamos felizes por Deus ter pertimido que sua vida se preservasse. Agora ele está se recuperando em casa, depois de três dias entre hospital e clínica. Como bem o sabemos, nosso John será forte o suficiente para superar mais essa, e nós estaremos junto dele sempre, aguardando ansiosos por sua volta aos palcos, na Validuaté. Agradecemos à família da outra parte envolvida no acidente por prestar a devida assitência ao nosso amigo, e lamentamos a falta de sensibilidade, profissionalismo e respeito por parte de alguns profissionais do HUT. John, somos uma família, e estaremos juntos sempre.

Deixe seu recado de força e apoio ao nosso amigo e irmão John Well.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

tenha um Vítor Sampaio


nosso camarada Vítor Sampaio - ator nos clipes "a onda" e "plaina maravalha" - é também artista plástico. Várias fotografias de suas esculturas, desenhos, gravuras e telas que estão à venda podem ser vistas no seu perfil no orkut - é só copiar, colar e conferir:

http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?uid=7553874227623786518


quem se interessar nas artes, é só 8838-9096 e falar c/ o camarada Vítor.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

NOTA DE ESCLARECIMENTO

CARÍSSIMOS AMIGOS QUE ACOMPANHAM A BANDA VALIDUATÉ E ESTIMADOS LEITORES DE NOSSO SINGELO BLOG,

DESDE OUTUBRO DE 2009, A BANDA VALIDUATÉ NÃO TRABALHA MAIS COM A EMPRESA BUMBA RECORDS. O IMPASSE, FRUTO DO ENCERRAMENTO DESSA RELAÇÃO, COMO JÁ SE SABE, ESTENDEU-SE PARA A JUSTIÇA.

MUITO SE VEICULOU NA IMPRENSA SOBRE ESSE FATO. E QUEREMOS ESCLARECER QUE A BANDA VALIDUATÉ NADA TEM A VER COM AS VERSÕES DADAS PELOS JORNALISTAS QUE SE PRONUNCIARAM A RESPEITO.

MUITAS INFORMAÇÕES SEM FUNDAMENTO PREJUDICARAM A TODOS. SEM CONTAR QUE NUNCA FOMOS CONTACTADOS POR NENHUM MEIO, A NÃO SER PELO PROGRAMA INTERFERÊNCIA, EM QUE A EMPRESA BUMBA RECORDS TAMBÉM TEVE A OPORTUNIDADE DE FALAR E EXPOR SEU LADO.

HÁ UM CERTO TEMPO, AQUI NESTE BLOG, A BANDA SE MANIFESTOU PEDINDO QUE NÃO FOSSEM COMPRADOS OS CDS QUE ESTAVAM SENDO VENDIDOS PELA EMPRESA BUMBA RECORDS, POIS A VALIDUATÉ NÃO ESTAVA GANHANDO ABSOLUTAMENTE NADA.

PORÉM, AGORA INFORMAMOS AOS LEITORES QUE O PROCESSO, NA JUSTIÇA, ESTÁ QUASE TODO RESOLVIDO. NA SEMANA PASSADA, A BANDA VALIDUATÉ E A EMPRESA BUMBA RECORDS ENTRARAM NUM ACORDO JUDICIAL PARA NÃO PROLONGAR IMPASSES E DISCORDÂNCIAS.

NESTE MOMENTO, OS CDS VOLTARAM A SER VENDIDOS EM VÁRIOS PONTOS DA CIDADE. E CADA PESSOA É LIVRE PRA COMPRÁ-LOS ONDE LHE FOR MAIS CONVENIENTE.

A BANDA VALIDUATÉ SE DIGNA A CUMPRIR SUA PARTE NO ACORDO E SE ABSTÉM DE FAZER QUALQUER REFERÊNCIA NEGATIVA À EMPRESA BUMBA RECORDS E A PESSOA DO SR. MÁRCIO MENEZES.

OBRIGADOS A TODOS PELO RESPEITO, PACIÊNCIA E COMPREENSÃO.

E ADQUIRAM O CD!

domingo, 25 de abril de 2010

PLAINA MARAVALHA

PLAINA MARAVALHA

Direção – André leão
Assitente de câmera – Vívian Cartoso
Roteiro – Quaresma
Edição – Thalita Magno
Finalização – Márcio Bigly e Quaresma

Estrelando
Plaina Maravalha - Jarlene Silva
Mário Pano - Vítor Sampaio
Dante - Daniel Pessoa
Beto - Beto Cavalcante

Figuração

Diego Lopes
Josuel Rodrigues
José de Jesus
Lívia Medeiros
Mayra Brandt
Solange Costa

Agradecimentos

Andaluz Iluminação (Romero Sabóia)
B&T Produções
Thiago Rodrigues
Marcos Pê
Babu Sousa
Susi Cabral

crítica de Dom Severino para o Alegria Girar



Um grande disco piauiense

Um disco excelente! A começar pelo esmero na produção da capa e da arte final que já revela um disco que vai entrar para a história da Música Popular Piauiense, como o melhor já produzido em terras torquatuenses. Estou me referindo ao disco Alegria Girar da banda VALIDUATÉ, que está recheado de belas composições e de ritmo.

Comento este disco sem a expertice de um crítico musical, mas muito mais tocado pela beleza e a qualidade de um trabalho que tem tudo para se transformar num grande sucesso nacional, bastando que talvez eles tenham que se fixar no eixo Rio-São Paulo, o tempo necessário para que a grande mídia descubra os talentos de um grupo muito bom, formado por jovens piauienses, que ousaram fazer um trabalho de excelente qualidade, a partir do seu lugar de origem e com referências daqui.

Quero destacar aqui, três músicas que satisfazem até ao gosto mais exigente, que são: Eu só quero acabar com você, Plaina Maravalha e a Lenda do Peixe Francês, que conta com a participação especial do ator global, Isaac Bardavid.

A regravação da música Eu preciso de você, que fez muito sucesso no tempo da Jovem Guarda, segue uma tendência do mundo musical brasileiro, que é os novos cantores regravarem antigos sucessos. O cantor maranhense Zeca Baleiro no seu último disco regravou uma música de Luiz Airão, também um remanescente da Jovem Guarda.

Vida longa para uma banda de excepcional qualidade!

Pra quem quiser visitar o blog do pai da Tainah - Seu Severino, radialista, 60 anos - é só acessar este endereço
http://severino-neto.blogspot.com/2010/04/um-disco-de-excelente-qualidade.html
Valeu pela força, Tainah e Seu Severino.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Festa Abaporu


A II Mostra Cultural-Ano Oscar Niemeyer é uma realização do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí que será realizada no período de 18 a 21 de Maio, e surgiu com a proposta de valorizar e ampliar as discussões sobre a Cultura e as Artes no Piauí por meio de oficinas, palestras, GD's, mesas redondas, exposições, espaços alternativos, publicação de Artigos, II Festival de Música Autoral e apresentações de Trabalhos que integrem Arte, Cultura, Educação, Sociedade, Política e Meio Ambiente.
A festa - "Abaporu" Você tem fome de que? - é o lançamento da II Mostra Cultural que este ano faz homenagem ao arquiteto modernista Oscar Niemeyer dia 10 de Abril no Espaço Cultural Nos Trilhos do Teatro com as bandas Céu Nublado, Ajuntamento Mar e Som, Batuque Elétrico, Roraima e Validuaté, a entrada será R$5,00 ou R$3,00+ 1kg de alimento em prol do Abrigo São Lucas. A diretora de Cultura e Esporte do DCE encerra afirmando que a partir de hoje estará disponível no endereço www.mostraebienal.blogspot.com, os editais para inscrições de trabalhos artísticos, científicos e o II Festival de Música Autoral.



fonte: Jornal Meio Norte

quarta-feira, 31 de março de 2010

vídeo

Nos deixa muito felizes saber que nossa canção continua tocando as pessoas Brasil afora. A leitura que o Thiago fez do treco de de Lima Barreto no final do Pelos Pátios Partidos em Festa acaba de ganhar um vídeo. Manifestação de um teresinense que mora no Rio Grande do Norte. Vale a pena dar uma conferida e também ler seu blog. Grande abraço, Cristóvão Júnior. http://sertaodeverso.blogspot.com/
http://www.youtube.com/watch?v=NwOg7SUAIe0

terça-feira, 16 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

plaina maravalha no Theatro 4 de setembro





nossos obrigadões a todos que foram ontem ao theatro participar de mais um empreendimento lúdico-voluptuoso da Validuaté! Foi muito Uhuu!

a gente agradece especialissimamente:

ANDRÉ LEÃO (direção + fotografia + amizade), VIVIAN (co-direção fotográfica + apoio inenarrável), MÁRCIO BIGLY e TALITA MAGNO (edição + finalização + amizade paciente), ROMERO SABÓIA (iluminação), MARCELO (iluminador de força iluminada).

JARLENE SILVA, VÍTOR SAMPAIO, DANIEL PESSOA e BETO CAVALCANTE (atores e envolvimento). JOSUEL, SOLANGE, LÍVIA, MAYRA, DIEGO LOPES, ZÉ (figurantes e envolvimento também).

MAYRA BRANDT (casa set de filmagens + carona e gasolina + amor musculoso). THIAGO RODRIGUES (bar onde a plaina pega suas vítimas). LÍVIA MEDEIROS (clipagens + relações públicas + hahahaha). BABU SOUSA (cartaz + artes gráficas a girarrr's). ANTONIEL RIBEIRO (produção do show + computador + camarada e chá).

um abraçón e até já já

ATENÇÃO gente, NÃO compre o cd "alegria girar"


O selo Bumba Records ainda está com TODOS os discos "alegria girar" e CONTINUA VENDENDO o CD.

A banda Validuaté NÃO ESTÁ GANHANDO nem R$ 1,00 real com essa injustiça.

A causa já está na Justiça, mas a banda Validuaté continua sendo PREJUDICADÍSSIMA.

O CD "alegria girar" foi TODO patrocinado pala Lei A. Tito Filho
E por NÓS da banda.

A Validuaté pede paciência ao público e
que, nesse momento, NINGUÉM COMPRE O CD "alegria girar".

A banda NÃO tem NENHUM LUCRO com essa venda covarde.
E o selo Bumba Records ainda faz propaganda de "promoção" do cd.

É ÓBVIO que é um GOLPE pra "sumir com os discos".

Meu mais profundo AGRADECIMENTO a todos
que apoiam a VALIDUATÉ neste momento infeliz.

OUTRO AVISO:

CUIDADO COM OS ESPÍRITOS MALIGNOS DESTA CIDADE!
ÀS VEZES ELES PARECEM TÃÃÃO GENTE BOA...
- um abraçón!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

para ajudar o poeta Roberto Piva


Roberto Piva, um dos maiores poetas brasileiros vivos, recentemente, quase morreu. Piva, que está com 73 anos e sofre de mal de Parkinson, em Janeiro passou muito mal. O poeta e amigo Antonio Fernando de Franceschi pagou uma consulta particular, com um bom médico, antes da internação no Hospital das Clínicas - SP.

Segundo o escritor paulista, Ademir Assunção - que divulgou a situação precária do poeta, em seu blog - Piva passou por um inferno dantesco, mas está melhor. Contudo, Piva precisa de grana. É comum os amigos se cotizarem para contribuir na compra dos medicamentos para controlar o Parkinson. O poeta também terá que fazer uma cirurgia na próstata e um cateterismo. Nesse momento, toda ajuda financeira é importante. E, felizmente, várias pessoas pelo país se mobilizam pra ajudar o Piva.

Em Teresina, também faremos nossa parte: Dia 25 de Fevereiro,
quinta-feira, no bar Canteiro de Obras (conhecido como QUINTAL DO KILITO), ao lado da Praça do Fripisa, organizaremos um sarau que arrecadará um pouco de grana para ajudar o Piva.

O grupo Academia Onírica, formado por alguns poetas daqui da cidade, exibirá um documentário sobre a obra de Roberto Piva e a leitura de poemas vai varar noite a dentro.

A entrada custará apenas R$ 2,00 (dois reais) e todo o dinheiro será depositado na conta do poeta.

Quem puder ajudar, eis a conta bancária:

Banco: Itau
Agência: 0036
Conta: 20592-0
CPF: 565.802.828/00

Por enquanto, é só um informe. Jájá darei mais detalhes do evento: cartaz, horário, etc. É só acompanhar nosso querido blog. Por favor, compareça! Poemas + filme + conversa boa + a sua intervenção.

João Silvério Trevisan disse que Piva está animadíssimo com todas as manifestações de solidariedade que estão pipocando por todo o lado. Palavras dele: “Trevisan, me traga notícias boas. Você sabe que notícias boas são curativas”.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

revirando um antigo caderno...



Como será que vou saber se hoje não é que tudo acaba? E todas as manhãs eu admiro novas nuvens de cores que balançam as folhas no quintal. No velho rádio tocam músicas com tão cheiro bom de meu café. E a luz invade toda a sala como uma criança que ganhou um grande presente. O corpo todo sorri. Enquanto olhares se abraçam. Uma parte de mim se alegra ao desejar que tudo fosse como um bom começo. Mas só uma parte. Porque outra insiste em lembrar que sabe que tudo nasce pra morrer. Pra morrer. Nosso porém é querer viver sempre tão bem. E sempre que a felicidade aparece de repente é que, sem querer, fazemos questão de esquecer que tudo acaba mais à frente.

letra do Quaresma.
desenterrei aqui... priscas eras - rs!