quinta-feira, 22 de julho de 2010

fabulário geral do delírio cotidiano 1


Kayo, 7 anos. O menino traquino aí de cima se chama Kayo Arruda. Um dia, ele estava em casa, comigo. Eu lia uma matéria na Folha de São Paulo sobre o poeta Dante Alighieri. Uns cientistas haviam reconstituído, a partir dos restos mortais do autor, o que mais se aproximaria do seu rosto verdadeiro:



Eu via seus traços e lembrava do que é ser um poeta. Dante não diz "um lugar escuro"; Dante diz "lá, onde o sol cala". Dante não diria saber de muitas coisas; Dante diria "mais do que saber, alegra-me duvidar". Assim, vi mais graça no mundo... Até que o traquino Kayo apareceu, olhou para o jornal e disse: - Olha, Thiago, é o Chaves! ...neste momento, eu pensei: - É... Dante não sabe o que é Divina Comédia.

3 comentários:

Maria e Aparecida disse...

"é o Chaves"... hahahahaha... aahhh só as crianças são felizes. adorei, Thiago.

Pólen Radioativo disse...

Um beijo para o Kayo.
Delírio geral mesmo. Menos do Kayo, é claro!
Só consegui pensar que, afinal, que sentido tem conhecer a "cara" do Dante se a maioria da pessoas nem sabe quem é o cara...
E é uma pena não ler coisas como "lá, onde o sol se cala", como já disse o Thiago.

Um abraço.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

kkkkkkk... sábio menino rs...