quinta-feira, 23 de julho de 2009

Entrevista ao Piagüí


21 de julho. 1h09min da manhã. 19 perguntas. Madrugada de terça-feira. Nada exato, como tudo deve ser quando o assunto em questão vê na exatidão o contrário de tudo que acredita. Preferi a naturalidade de uma conversa de compadres recém apresentados pelo destino e não formulei previamente nenhuma pergunta, apenas usei o Bloco de Notas para algumas anotações importantes, como temas que eu não deveria esquecer de perguntar e os dados temporais da nossa conversa.

O início daquela madrugada estava calmo e silencioso. E para não deixar que o sono se aliasse a essa combinação perigosa para um insone a trabalho, fui até cozinha e me servi de um café bem quente, com leite e açúcar. Nunca simpatizei com adoçantes como nunca simpatizei com livros de auto-ajuda. Tempo. Espera. Ruído qualquer no quarto a meia luz das paredes azuis, uma cor perigosa para quem quer ficar atento. O azul na escala de cores causa sono. Eu cheguei a me sentir Daniel na cova dos leões com tantos fatores querendo me desviar do objetivo que tracei para aquele momento, mas, fui forte. Foi quando dei um clique duplo sobre o Nickname do meu entrevistado e estranhamente lhe desejei “Boa Noite!”. Alguém fissurado em advérbios me mataria se ouvisse aquilo. Ali dei início a uma longa e confortável conversa em dois tempos com Zé Quaresma, o vocalista da banda Validuaté, de Teresina.

Ithalo: Olá Quaresma, apresente o Validuaté aos Leitores.

Quaresma: Olá caríssimos leitores. Somos uma banda composta por seis criaturas: Quaresma (voz), Thiago e (Cavaquinho e pandeiro), Vazin (guitarra), Júnior (guitarra solo), Wagner (baixo) e John Well (bateria). A banda existe há 5 anos e já possui dois CDs lançados, além de um DVD conjunto com outras bandas de Teresina.

Ithalo: Hum, e o que se passa na cabeça dessas seis criaturas de mentes tão efervescentes?

Quaresma: Muitas coisas, muitas coisas. Estamos sempre pensando nos próximos passos, próximos projetos. Agora mesmo estamos bastante entusiasmados com a festa de lançamento do “Alegria Girar” (Novo Disco da Banda), nosso segundo filho, e estamos organizando as estratégias para a circulação deste trabalho pelo Brasil, seja através de venda física do disco ou venda de fonogramas individualmente. Outro plano é fazer a banda chegar ao conhecimento das pessoas através de clipes e filmes.

Ithalo: Nossa, então podemos esperar muita coisa pra esse segundo semestre, não é mesmo? Inclusive, o “Alegria Girar” vai ser lançado neste dia 23, no Theatro 4 de Setembro. Vocês estão preparando alguma “Surpresa Validuatérística” para o evento?
(Antes de responder, Quaresma ficou pensativo. Não sei, de alguma forma, ele demorou uns segundinhos para responder. Nada demais, é que de madrugada a ansiedade aumenta. Então, perguntei: “Pensativo?” e ao que ele me respondeu com um singelo e simpático “Ops!”, prosseguimos a conversa.)

Quaresma: Já viu nosso site http://www.validuate.com/? Da pra ouvir um pedacinho de cada música. Sobre a apresentação, estamos preparando um lindo show, nos dedicando bastante para que tudo corra bem.

Ithalo: Lindo como sempre, o show será “maior que qualquer coisa em qualquer lugar”, tenho certeza! Mas, Quaresma, me fale do início da banda, como foi essa união de União com Teresina? (Trocadilho imperdoável).

Quaresma: (Risos). Aconteceu quando eu vim estudar na universidade (UESPI-THE) em 2001. Com o tempo fui conhecendo amigos e amigos dos amigos, até que nos encontramos. De União mesmo só eu e o Júnior. O restante é todo daqui de Teresina. Antes da Validuaté, tínhamos outro grupo, mas já queríamos construir algo com identidade. Daí surgiu a Validuaté.

Ithalo: E esse nome que nunca termina, Validuaté… É um infinito a martelar-me a inconsciência! Como surgiu e o que ele representa pra vocês?

Quaresma: Foi indicação de nosso primeiro baterista (grande abraço, Anderson!) e hoje representa um pedaço de nossas vidas. Surgiu de uma simples expressão e ganhou um sentido, uma identidade e um lugar ao Sol, na música piauiense.

(Nesse momento, quando eu iria fazer a sexta pergunta, dois fatos inusitados aconteceram.

Quaresma usou a expressão “caindo de sono” para designar-me sua atual situação diante do dia corrido. Ele havia ensaiado com a banda até 00h30min. Resolvemos então continuar a entrevista no outro dia, no mesmo horário onde a ansiedade aumenta e as paredes do meu quarto duelam contra a força do meu café. O outro fato inusitado foi que naquele exato momento, para dizer que não aconteceu nada exato naquela madrugada, a xícara estava completamente vazia, com as bordas sujas de marrom).

O dia passou como uma bicicleta nas dunas do Portinho. Trabalhoso. E parecia que as horas não passavam. Não que eu não goste de deixar as coisas para amanhã, mas é que sofro de ansiedade e eu estava começando a ficar impaciente com minha perna trêmula. Resolvi, então, ligar para o meu entrevistado confirmando a segunda parte da entrevista de logo mais. Tudo certo. Fiquei até mais tranqüilo e dei uma volta de carro para acalmar os ânimos. Lembrei de uma canção que dizia: “Não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido. Aprendi a viver um dia de cada vez…”. Nesse instante tive um lapso de percepção e notei que aquele CD estava no carro e o pus pra tocar, exatamente naquela música. O trecho era como eu pensava. As horas passaram e a madrugada chegou. Quaresma entrou mais cedo e já fomos direto ao ponto, a continuação de nossa conversa de ontem. Iniciei com o que seria minha sexta pergunta do dia anterior. Silêncio, mais café e no meu player, Validuaté, claro! Eu precisava entrar no clima!
00h11min da manhã.

Ithalo: Ontem a gente parou no nome da banda e eu disse que simples expressões são as mais geniais. O Herbert Viana quando foi sugerir ao Biquini Cavadão o nome da banda, além do atual, sugeriu também Biquini Enterradão, pode? Mas, o engraçado da história foi que o próprio pessoal do Biquini que pediu a ele um nome estranho. Engraçado como rola esse lance de nome, é uma coisa quase que almática, empática e eterna. Agora, queria que me relatasse um momento que você considera histórico pra banda.

Quaresma: Momento histórico pra nós… Acredito que tenha sido o (.....)
Para ler a entrevista na íntegra acesse: http://www.opiagui.com.br/2009/07/ela-e-a-banda-validuate/

4 comentários:

Gil Costa. disse...

Como é bom , ver, ouvir, ler e sentir vcs...
=)

Mayra disse...

Só fazendo o suspense Quaresma!!
Mas li na íntegra no site, ficou muito boa a entrevista.
O ansioso entrevistador parece que é muito teu fã...hahaha!
Ficou realmente legal,gostei.

she disse...

Gostei muito do cd. E do show de lançamento tbm! Como sempre, vocês organizaram o cd e o show de modo profissional e apaixonado. E o reconhecimento do público e do meio musical de THE é algo natural, decorrente de todo o esforço e dedicação dos componentes da banda.
Agora o comentário pessoal: A lenda do peixe francês é história de amor mais linda da pós-modernidade!! rssrrsrrrss... Minha gente, que letra, ein, Thiago?!!! Mandou bem demais!!! E o Quaresma interpretou muitíssimo bem: "... a linda moça de louçaaaaaaa serena saindo do rio..." Me arrepio! Já ouvi milhões de vezes!! Outra que adorei foi Plaina Maravalha: daria um bom filme erótico, começando pelo título!! rsrsrs... adoro a participação do Thiago naquele fundo nada convencional. Bom, vou parar de falar pq vai ficar repetitivo.

Parabéns a todos e um abraço fortíssimo de admiração em cada um.
Ah! e obrigada pelos autógrafos.

She

júnior disse...

Ei cara!
Eu não sou o guitarrista solo como está na entrevista!
Ha ha ha ha !
Solo por enquanto é só com o Vazin mesmo!!!
O mago de aço!